Ceará

Onde nasce o novo mercado da sustentabilidade.

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Apresentação da Proposta de Parceria Público-Privada

“Não estamos apenas propondo um projeto. Estamos inaugurando um novo capítulo na história do Brasil — e do planeta.”

Vivemos um momento decisivo.
A emergência climática já não é um alerta distante — é uma realidade presente, com impactos diretos sobre nossas cidades, nossas economias e as futuras gerações.

 

Diante desse cenário global, surge uma oportunidade inédita:
posicionar o Ceará como o primeiro estado do mundo a implantar um mercado dedicado à preservação e recuperação da biodiversidade.

 

Esta proposta apresenta um modelo inovador de Parceria Público-Privada (PPP), que une um setor público visionário a um setor privado tecnológico e disruptivo para criar o Mercado Carbono 21 — uma nova arquitetura econômica baseada na valorização da natureza, na inteligência climática e na geração de prosperidade com impacto positivo e duradouro.

 

Não se trata de uma ideia experimental, mas de uma infraestrutura estratégica, desenhada para transformar as áreas naturais protegidas do Ceará em ativos reais, gerando:

 

✅ Receita pública consistente;
✅ Empregos verdes e oportunidades em toda a cadeia produtiva;
✅ Reconhecimento internacional como hub da nova economia ecológica;
✅ E um protagonismo inédito para o Ceará, colocando o estado na vanguarda da bioeconomia global.

 

A decisão está próxima.
E o futuro pode começar aqui, no Ceará.

 

Proposta Carbono 21

Como está organizada esta apresentação?

Esta proposta está organizada em tópicos e subtópicos temáticos numerados, facilitando a leitura e a compreensão dos fundamentos, etapas e impactos do projeto.

Sumário:

1. Introdução

1.1  – Objetivo Geral

1.2 – Contextualização do Projeto Carbono 21

1.3 – Visão de Futuro e Alinhamento com a Agenda Climática Global

2. Por que o Ceará foi escolhido

2.1  – A escolha estratégica

2.2 – Potencial da cidade como polo de inovação, natureza e sustentabilidade

3. Benefícios Estratégicos para o Estado do Ceará

3.1  – Protagonismo em Inovação e Sustentabilidade

3.2 – Geração de Novas Receitas e Ativos Econômicos

3.3 – Fortalecimento Institucional e Participativo

3.4 – Desenvolvimento Econômico e Empregos Verdes

3.5 – Educação Ambiental e Transformação Cultural

3.6 – Reconhecimento Nacional e Internacional

4. Estruturação do Mercado no Ceará

4.1  – Marco Institucional e Jurídico

4.2 – Criação do Conselho Carbono 21

4.3 – Setor de Compliance e Integridade Climática

4.4 – Formação da Secretaria de Inteligência Climática e Carbono+

4.5 – Base de Dados e Cadastro Ambiental Estadual

4.6 – Infraestrutura Operacional e Tecnológica

4.7 – Implantação da Plataforma Digital Estadual

4.8 – Formação da Rede Local de Engajamento e Parcerias

4.9 – Programa de Educação e Consciência Ambiental

4.10 – Instalação da Casa do Carbono

4.11 – Núcleo de Validação e Certificação Ambiental Carbono+

5. Etapas de Desenvolvimento e Implantação

5.1 Etapa I – Constituição do Conselho Estadual do Mercado Carbono21

5.2 Etapa II – Rede de Pesquisa, Tecnologia e Inovação

5.3 Etapa III – Diagnóstico Ambiental e Social

5.4 Etapa IV – Elaboração do Plano de Ação Local

5.5 Etapa V – Implantação Operacional e Financeira

5.6 Etapa VI – Monitoramento, Transparência e Escala

6. Cronograma de Implantação no Ceará

6.1 Fase 1 – Estruturação Inicial (0 a 6 meses)

6.2 Fase 2 – Ativação e Primeiros Ativos (7 a 15 meses)

6.3 Fase 3 – Consolidação e Escalabilidade (16 a 24 meses)

7.1 – Viabilidade da Inexigibilidade de Licitação

7.2 – Exclusividade Técnica, Metodológica e Tecnológica (Carbono+)

7.3 – Conformidade com a Lei nº 14.133/2021 (Art. 74, III) e princípios constitucionais

7.4 – Marcos Legais Complementares

8. Investimento Público Estadual

8.1 – Valor Proposto e Finalidade da Aplicação

8.2 – Justificativa Técnica e Econômica do Investimento

8.3 – Formas de Repasse e Condicionalidades

9. Participação Financeira nos Resultados

 9.1 – Retorno direto para o município

 9.2 – Fundamentação Jurídica

 9.3 – Estimativa de Retorno no 1º Ano

 9.4 – Segurança e Transparência

 9.5 – Resultado Final

10. Uma oportunidade histórica para o Ceará

 10.1 – Quando o futuro bate à porta, é preciso ter coragem para abrir

 10.2 – Um novo caminho está se abrindo

Tópico 1

1. Introdução

Objetivo Geral

Transformar o Ceará em referência mundial de inovação ambiental

Apresentamos ao Estado do Ceará uma proposta inédita: a criação do primeiro mercado público de preservação e recuperação da biodiversidade do mundo — o Mercado Carbono 21.

A proposta estabelece uma Parceria Público-Privada (PPP) entre o Governo do Estado do Ceará e a Carbono 21, com contratação viabilizada por inexigibilidade de licitação, em razão da exclusividade metodológica e tecnológica do projeto.

Nosso objetivo é claro:


Transformar o Ceará em um polo pioneiro da nova economia ambiental, promovendo geração de renda, inclusão social, valorização da biodiversidade e protagonismo nas agendas ESG, climática e territorial.

📥

1. Submissão

Proponentes registram projetos ambientais na plataforma Carbono 21.

2. Validação

Auditoria e certificação por VVBs independentes e órgãos reconhecidos.

💰

3. Geração C21

Blockchain emite moedas C21 para remunerar os projetos aprovados.

🛒

4. Marketplace

Projetos e moedas C21 listados para compra e investimento.

🔥

5. Aposentadoria

Projeto comprado é retirado do mercado. Aplica-se o Protocolo 80/20.

📊

6. Monitoramento

Acompanhamento contínuo dos projetos e auditorias periódicas.

📈

7. Dashboard

Empresas têm relatórios personalizados de impacto e métricas ESG.

🎯

8. Incentivos

Projetos de alta performance podem receber recompensas adicionais.

📚

9. Educação

Onboarding com materiais educativos para novos usuários e investidores.

1.2 Contextualização do Projeto Carbono 21

Inovação brasileira com validação internacional

A Carbono 21 é fruto de seis anos de pesquisa científica e tecnológica, desenvolvida em colaboração com a USP, UDESC e a University Blockchain Research Initiative (UBRI), que resultaram em uma metodologia exclusiva e tecnologia proprietária para estruturar um novo mercado ambiental.

Este mercado reconhece, protege e valoriza as áreas naturais e práticas sustentáveis, por meio da geração de ativos ambientais digitais, totalmente rastreáveis e negociáveis.

O projeto conecta:

  • Proprietários de terras cearenses

  • Universidades e centros de pesquisa regionais e nacionais

  • Governo do Ceará, secretarias estaduais e municípios

  • Investidores de impacto

  • Sociedade civil organizada

Por meio de tecnologia, governança e articulação multissetorial, a Carbono 21 cria um ecossistema capaz de monetizar serviços ambientais, atrair investimentos e gerar impactos positivos que beneficiarão o Ceará localmente, e o mundo globalmente.

1.3 Visão de Futuro e Alinhamento com a Agenda Climática Global

Compromisso do Ceará com um futuro sustentável

O Mercado Carbono 21 está totalmente alinhado com os principais compromissos e pactos internacionais, como:

  • Acordo de Paris

  • Agenda 2030 da ONU

  • Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (em especial o ODS 13)

  • Economia regenerativa e de baixo carbono

Ao lastrear uma moeda digital verde diretamente na preservação ambiental do Ceará, a Carbono 21 posiciona o Estado como líder nacional e referência global de um novo modelo econômico: mais justo, resiliente, descentralizado e sustentável.

Escalabilidade Nacional e Global:

A cada município cearense que adere, ampliamos a rede de impacto. A estrutura do projeto foi desenhada para ser modular, replicável e personalizável, permitindo que o Ceará lidere esta transformação não apenas dentro de suas fronteiras, mas sirva de modelo para o Brasil e toda a América Latina.

Tópico 2

2. Por que o Ceará foi escolhido

A Escolha Estratégica

A escolha do Estado do Ceará como primeiro estado brasileiro a implementar o Mercado Carbono 21 em escala estadual é fruto de uma análise criteriosa, embasada em fundamentos técnicos, ambientais e institucionais sólidos.

O Ceará reúne um conjunto de condições estratégicas para se tornar um referencial global de preservação da biodiversidade e da nova economia verde, destacando-se por:

  • Localização privilegiada no Nordeste brasileiro, com forte potencial para liderar políticas climáticas na região e influenciar positivamente outros estados vizinhos;

  • Riqueza de ecossistemas: o estado abriga uma das maiores áreas de caatinga do Brasil, além de manguezais, restingas e trechos de mata atlântica, compondo uma diversidade biológica de altíssimo valor;

  • Experiência consolidada em gestão hídrica e convivência com o semiárido, que demonstra a capacidade técnica do Ceará em lidar com desafios climáticos e implementar soluções inovadoras;

  • Governança pública moderna, com secretarias estaduais e agências que já operam políticas avançadas de meio ambiente, recursos hídricos e desenvolvimento sustentável;

  • Comprometimento político crescente com as pautas ESG e climáticas, evidenciado por programas estaduais e participação ativa em fóruns nacionais e internacionais;

  • Ambiente institucional favorável, com forte participação de universidades, centros de pesquisa e organizações não governamentais que atuam em projetos socioambientais de longo prazo.

Esses elementos são determinantes para que o Ceará lidere a implantação do primeiro mercado estadual de preservação e recuperação da biodiversidade do mundo, inspirando outros estados e países.

2.2 Potencial como Polo de Inovação e Sustentabilidade

O Ceará destaca-se ainda pelo seu potencial para se consolidar como um polo de inovação e sustentabilidade, resultado de uma combinação única entre:

  • Diversidade ecológica significativa, com áreas naturais de importância global e uma enorme oportunidade para projetos de restauração e conservação que podem gerar créditos e ativos ambientais;

  • Ecossistema acadêmico robusto, com universidades estaduais e federais, institutos técnicos e centros de excelência que desenvolvem pesquisas sobre biodiversidade, tecnologias sustentáveis e adaptação climática;

  • Ambiente empreendedor em ascensão, com startups, hubs de inovação e iniciativas voltadas à bioeconomia, agricultura regenerativa e energias renováveis (como a energia solar e eólica, setores nos quais o Ceará já é líder nacional);

  • Visão estratégica compartilhada entre governo, setor privado e sociedade civil, o que cria um solo fértil para parcerias transformadoras.

Essa convergência faz do Ceará um verdadeiro laboratório vivo da bioeconomia regenerativa:

Um território onde a natureza encontra a inovação,
e onde a economia nasce do equilíbrio ambiental.

Tópico 3

3. Benefícios Estratégicos para o Estado do Ceará

Benefícios:

A implantação do Mercado de Preservação e Recuperação da Biodiversidade – Carbono 21 trará ao Ceará benefícios diretos, estruturantes e duradouros, que transcendem a agenda ambiental e impactam os pilares econômico, social, tecnológico e institucional. Essa iniciativa posicionará o Ceará como referência nacional e internacional em inovação climática e na construção de uma nova economia verde.

3.1 Protagonismo em Inovação e Sustentabilidade

O Ceará será:

  • O primeiro estado do mundo a estruturar um mercado de ativos ambientais lastreado em criptomoeda própria vinculada à biodiversidade e ecossistemas preservados;

  • Integrado ao mapa global de territórios líderes na transição ecológica e regenerativa, influenciando políticas públicas em todo o semiárido e além;

  • Reconhecido como polo de inovação climática e sustentabilidade, articulando setor público, privado, academia e sociedade civil em prol de um modelo econômico regenerativo;

  • Visado por imprensa especializada, centros de pesquisa, fundos verdes, investidores e organismos multilaterais, o que ampliará a visibilidade internacional do Ceará.

3.2 Geração de Novas Receitas e Ativos Econômicos

A estrutura do mercado permitirá ao Ceará:

  • Receber compensações financeiras contínuas, tanto o governo estadual quanto os municípios e proprietários de terra, pela participação no mercado e pela instalação da estrutura central da Carbono 21 no estado;

  • Tokenizar ativos ambientais, possibilitando que produtores rurais e comunidades tradicionais monetizem áreas preservadas, transformando a conservação em um ativo econômico real;

  • Reinvestir essas receitas em educação, saúde, segurança hídrica, infraestrutura verde, inovação tecnológica e programas de inclusão social, fortalecendo a economia e melhorando a qualidade de vida da população cearense.

3.3 Fortalecimento Institucional e Participativo

Com a criação do Conselho Estadual do Mercado Carbono 21, o Ceará terá uma nova governança climática participativa, baseada em:

  • Gestão transparente e orientada por dados, metas e resultados ambientais, conectando secretarias estaduais, municípios, produtores, universidades, ONGs e a sociedade civil;

  • Participação multissetorial efetiva, envolvendo o setor produtivo, universidades, organizações sociais e lideranças locais, fomentando uma governança compartilhada;

  • Implantação de uma arquitetura de inovação cidadã e inteligência coletiva, que tornará o Ceará referência em processos participativos para construção de políticas climáticas.

3.4 Desenvolvimento Econômico e Empregos Verdes

O Ceará se consolidará como núcleo de um novo ecossistema de bioeconomia e inovação verde, atraindo:

  • Hubs de inovação, centros de pesquisa, escritórios de tecnologias limpas e startups, que se instalarão para aproveitar o ambiente favorável criado pelo mercado Carbono 21;

  • Geração de milhares de empregos verdes, em áreas como:

    • Engenharia ambiental e projetos de reflorestamento e manejo sustentável;

    • Ciência de dados e monitoramento via satélite;

    • Educação ambiental e comunicação socioambiental;

    • Turismo ecológico, cultural e religioso, fortalecendo o potencial turístico do estado;

    • Gestão territorial e projetos comunitários.

O Ceará formará assim uma nova matriz econômica, baseada nos serviços ecossistêmicos e na biodiversidade como ativos estratégicos para o desenvolvimento.

3.5 Educação Ambiental e Transformação Cultural

A mudança cultural será impulsionada pela implantação do programa 3Cs – Consciência Coletiva de Carbono, que integrará:

  • Ações permanentes de educação ambiental em escolas públicas e privadas, eventos comunitários e plataformas digitais, levando conhecimento sobre mudanças climáticas e economia de baixo carbono a todos os cantos do estado;

  • Formação continuada de professores, lideranças comunitárias e agentes locais, transformando-os em multiplicadores ambientais que irradiarão essa mentalidade por suas regiões;

  • Campanhas de conscientização e capacitação da população, estimulando práticas sustentáveis no cotidiano urbano e rural;

  • Incentivo à construção de uma cidadania ecológica engajada, fortalecendo a identidade do Ceará como um estado protagonista na preservação ambiental e na inovação climática.

Essa abordagem consolidará no Ceará uma cultura de sustentabilidade profundamente enraizada, que reforçará o orgulho local e a corresponsabilidade diante dos desafios climáticos globais.

3.6 Reconhecimento Nacional e Internacional

Ao liderar essa transformação, o Ceará:

  • Ingressará em rankings de sustentabilidade e inovação pública, passando a figurar em premiações e relatórios globais de boas práticas climáticas;

  • Terá maior potencial para captar apoios financeiros e técnicos de organismos internacionais, como BID, ONU, PNUD, GEF, World Bank, fundações privadas e fundos climáticos multilaterais;

  • Será reconhecido como estado-piloto do primeiro mercado de biodiversidade do século XXI, abrindo portas para acordos de cooperação, missões técnicas e investimentos externos.

Tópico 4

4. Estruturação do Mercado no Ceará

O que será feito:

A implantação do Mercado de Preservação e Recuperação da Biodiversidade – Carbono 21 no Ceará exigirá uma estrutura robusta, intersetorial e escalável, capaz de conectar o Estado a um amplo ecossistema global de ativos ambientais, inovação verde e finanças regenerativas.

Abaixo, apresentamos os 11 pilares fundamentais que darão sustentação ao novo mercado no Ceará:

4.1 Marco Institucional e Jurídico

Para garantir segurança jurídica, estabilidade e transparência, o Estado do Ceará instituirá:

  • Decreto estadual reconhecendo o Mercado Carbono 21 como política pública estratégica de inovação e sustentabilidade.

  • Contrato administrativo com a Carbono 21, firmado por inexigibilidade de licitação, respaldado na legislação brasileira.

  • Adequação legal, com o reconhecimento dos ativos ambientais digitais e da Moeda Carbono como instrumentos de incentivo e compensação climática, integrando o Ceará às diretrizes nacionais e internacionais.

4.2 Criação do Conselho Estadual Carbono 21

Um órgão consultivo e deliberativo, composto por representantes do governo estadual, municípios, setor produtivo, universidades, sociedade civil e comunidades tradicionais.

Este conselho será a base da governança democrática, inclusiva e transparente do novo mercado, alinhado com as melhores práticas de participação social e gestão multissetorial.

4.3 Setor de Compliance e Integridade Climática

Pilar fundamental para assegurar transparência, credibilidade e rastreabilidade do mercado perante órgãos de controle, investidores e a sociedade.

Principais atribuições:

  • Implementação de políticas de integridade, anticorrupção e conformidade ESG;

  • Auditoria de transações e validação técnica dos dados;

  • Capacitação contínua em boas práticas ambientais e de governança climática.

Importante: O compliance desde o início posicionará o Ceará como modelo de integridade no mercado ambiental brasileiro.

4.4 Secretaria de Inteligência Climática e Carbono+

Estrutura técnica estadual com a missão de proteger, conduzir e evoluir a metodologia exclusiva Carbono+, garantindo rigor técnico, rastreabilidade e inovação contínua.

Funções estratégicas:

  • Desenvolvimento e validação de protocolos técnicos específicos para os biomas cearenses;

  • Coordenação de equipes multidisciplinares;

  • Certificação dos ativos ambientais;

  • Representação do Ceará em fóruns climáticos e regulatórios nacionais e internacionais;

  • Integração com normas federais e globais, reforçando o protagonismo do estado;

  • Promoção de inovação em métricas ambientais e tecnologias digitais.

Centro de Inteligência Carbono+:
Monitoramento em tempo real, avaliação de impactos, relatórios técnicos e suporte à tomada de decisão pública e privada.

4.5 Base de Dados e Cadastro Ambiental Estadual

Implantação de um cadastro ambiental estadual georreferenciado, com dados precisos sobre propriedades rurais, áreas de preservação permanente, reservas legais, nascentes e corredores ecológicos.

  • Servirá como base para emissão dos tokens ambientais certificados.

  • Garantirá transparência pública e controle social de todas as operações do mercado.

4.6 Infraestrutura Operacional e Tecnológica

Instalação da sede física da Carbono 21 no Ceará, com equipe técnica local especializada.

Integração tecnológica com sistemas estaduais de meio ambiente, planejamento, fazenda, agricultura e educação, criando uma gestão interligada e eficiente.

Centro de Inteligência Ambiental:

  • Monitoramento via satélite e IoT;

  • Geração de dados em tempo real;

  • Emissão e rastreabilidade da Moeda Carbono;

  • Relatórios ESG e indicadores socioambientais.

4.7 Plataforma Digital Estadual Carbono 21

A Plataforma Digital Estadual Carbono 21 será o ambiente virtual oficial para:

  • Gestão e monitoramento do mercado;

  • Emissão e administração dos ativos ambientais digitais;

  • Participação cidadã.

Desenvolvida com tecnologia proprietária e infraestrutura blockchain da Carbono 21, a plataforma garante segurança, rastreabilidade, interoperabilidade e governança digital.

Funcionalidades principais:

  • Cadastro de áreas preservadas e propriedades rurais;

  • Emissão e gestão de créditos ambientais tokenizados;

  • Mapas interativos, dashboards e bases públicas de dados;

  • Indicadores de impacto ambiental, social e econômico;

  • Canal permanente para escuta social e participação cidadã.

Trata-se de uma solução inédita no Brasil, projetada para conectar o Ceará à nova economia verde nacional e internacional.

4.8 Rede Estadual de Engajamento e Parcerias

Para consolidar o mercado no Ceará, será criada uma rede colaborativa estadual, envolvendo:

  • Mapeamento e engajamento de proprietários, comunidades tradicionais, ONGs e lideranças locais;

  • Parcerias estratégicas entre governo estadual, universidades cearenses (como UFC, UECE, IFCE), centros tecnológicos e setor produtivo;

  • Convênios e projetos de pesquisa para validação científica e formação técnica local.

4.9 Programa de Educação e Consciência Ambiental

Por meio do programa 3Cs – Consciência Coletiva de Carbono, o Ceará implantará:

  • Capacitação contínua de professores, agentes comunitários e lideranças;

  • Programas educativos em escolas, comunidades e plataformas digitais;

  • Oficinas, campanhas, eventos e prêmios de engajamento ambiental.

A transformação cultural começa com a educação ecológica coletiva, promovendo uma cidadania engajada e ambientalmente consciente.

4.10 Instalação da Casa do Carbono

Símbolo físico do novo mercado, a Casa do Carbono será instalada em local estratégico no Ceará.

Funções principais:

  • Centro de governança climática e educação ambiental;

  • Espaço de inovação, coworking para startups verdes e museu interativo;

  • Auditório, biblioteca temática e estúdio audiovisual para produção de conteúdos socioambientais.

4.11 Núcleo de Validação e Certificação Ambiental Carbono+

Estrutura técnica responsável por assegurar a qualidade, rastreabilidade e credibilidade dos ativos ambientais do mercado.

Principais atribuições:

  • Validação técnica de projetos ambientais;

  • Emissão de pareceres de viabilidade e elegibilidade;

  • Rastreamento contínuo e certificação dos ativos;

  • Emissão de selos digitais conectados à blockchain da Carbono 21.

Qualidade e reconhecimento:

  • Protocolos alinhados à metodologia Carbono+ e normas como ISO 14064, ICMA e GHG Protocol;

  • Auditorias internas e externas, inclusive por terceiros, para reforçar a confiança;

  • Reputação ampliada junto a órgãos reguladores, fundos de investimento e organismos multilaterais.

Tópico 5

5. Etapas de Desenvolvimento e Implantação

Como será feito:

A implantação do Mercado de Preservação e Recuperação da Biodiversidade – Carbono 21 no Ceará seguirá um cronograma em fases coordenadas, com foco em validação social, institucional e técnica a cada etapa.

Cada fase representa um bloco estratégico de entregas, com metas claras, impactos mensuráveis e forte participação da sociedade e das instituições estaduais.

Confira as etapas:

5.1 Etapa I – Constituição do Conselho Estadual do Mercado Carbono 21

Governança participativa e transparente

O Conselho Estadual Carbono 21 será a instância consultiva e deliberativa do mercado no Ceará, assegurando participação cidadã, transparência e legitimidade ao projeto.

Composição multissetorial:

  • Governo do Estado: secretarias como Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Agricultura, Planejamento, Fazenda e Educação.

  • Poder Legislativo Estadual: representantes da Assembleia Legislativa.

  • Prefeituras e consórcios intermunicipais.

  • Setor Produtivo: agropecuária, indústria, turismo e comércio cearenses.

  • Sociedade Civil: ONGs, movimentos ambientais, associações comunitárias e representantes de comunidades tradicionais.

  • Academia e Centros de Pesquisa: UFC, UECE, IFCE, Embrapa Semiárido, além de outras universidades e institutos técnicos.

  • Proprietários de terras e representantes de povos tradicionais: para integrar quem já atua na conservação.

Principais atribuições:

  • Garantir escuta social e participação real nas decisões estratégicas.

  • Deliberar diretrizes para operação e expansão do mercado.

  • Monitorar indicadores socioambientais.

  • Atuar como mediador entre governo, sociedade, setor privado e investidores.

Um modelo de governança inovadora, guiado por inteligência coletiva, justiça climática e participação ativa.

5.2 Etapa II – Consolidação da Rede de Pesquisa, Tecnologia e Inovação

Consórcio Estadual de Inteligência Ambiental

Será formado um consórcio técnico integrando universidades cearenses, centros de pesquisa nacionais e internacionais.

Objetivos:

  • Validar metodologias para mensuração dos ativos ambientais específicos dos biomas do Ceará (como caatinga, mangues e restingas).

  • Promover inovação aplicada à regeneração ecológica, incluindo manejo sustentável e restauração hídrica.

  • Desenvolver modelos científicos de compensação e serviços ambientais.

  • Capacitar agentes locais e construir conhecimento técnico replicável nacionalmente.

Participarão instituições como UFC, UECE, IFCE, Embrapa, FIEC, Sebrae, e parcerias com USP, UDESC e UBRI, potencializando o know-how local e ampliando o alcance do projeto.

5.3 Etapa III – Diagnóstico Ambiental e de Consciência Coletiva

Levantamento técnico e cultural do território cearense

Diagnóstico Ambiental:

  • Mapeamento de áreas preservadas, degradadas e prioritárias para regeneração.

  • Identificação de corredores ecológicos e bacias hidrográficas estratégicas.

  • Avaliação de riscos climáticos, perdas de biodiversidade e potenciais impactos socioeconômicos.

Diagnóstico Sociocultural:

  • Pesquisas de percepção ambiental junto à população urbana e rural.

  • Levantamento da cultura ecológica cearense e valores associados à natureza.

  • Mapeamento de lideranças comunitárias, influenciadores locais e redes de colaboração.

5.4 Etapa IV – Elaboração e Validação do Plano Estadual de Ação

Plano Estratégico Estadual do Mercado Carbono 21

Elaboração colaborativa do plano de ação, com:

  • Metas quantitativas e qualitativas para preservação, compensação e regeneração ambiental.

  • Estratégias para engajamento de comunidades rurais, assentamentos e proprietários de terras.

  • Mecanismos financeiros viáveis para sustentabilidade do mercado, como PSA e créditos de biodiversidade.

  • Cronograma com metas de curto, médio e longo prazo.

Validação por audiências públicas regionais e aprovação formal pelo Conselho Estadual Carbono 21, consolidando legitimidade social e institucional

5.5 Etapa V – Implantação Operacional e Financeira

Início da operação prática do mercado no Ceará

Entregas previstas:

  • Lançamento oficial do Mercado Carbono 21 no Ceará, com grande visibilidade nacional e internacional.

  • Ativação da Plataforma Digital Estadual Carbono 21.

  • Emissão da Moeda Carbono, vinculada aos ativos ambientais do estado.

  • Registro das primeiras propriedades rurais e projetos ambientais.

  • Primeiras transações de créditos e ativos digitais.

Arranjos financeiros:

  • Definição da contrapartida pública e do retorno aos participantes.

  • Estruturação de modelos robustos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), moedas sociais verdes e créditos de biodiversidade.

Validação técnica:

  • Estruturação e funcionamento do Núcleo de Validação e Certificação Ambiental Carbono+, assegurando rastreabilidade e credibilidade.

5.6 Etapa VI – Monitoramento, Transparência e Escala

Avaliação contínua e expansão do modelo

Principais ações:

  • Implantação de um sistema de monitoramento público com indicadores claros de impacto ambiental, social e econômico, acessíveis a qualquer cidadão pela plataforma.

  • Publicação periódica de relatórios de desempenho e governança, consolidando a imagem do Ceará como território de inovação climática.

  • Estruturação de uma estratégia para escalar o modelo em nível nacional e latino-americano, posicionando o Ceará como pioneiro na nova economia da biodiversidade.

Tópico 6

6. Cronograma de Implantação no Ceará

Em quanto tempo será feito:

A implantação do ecossistema do Mercado de Preservação e Recuperação da Biodiversidade Carbono 21 no Ceará será conduzida com rigor técnico, foco em resultados e visão sistêmica.

O processo está estruturado em 3 grandes fases, a serem implementadas ao longo de 24 meses, com:

✅ Marcos claros de entrega e metas de performance bem definidas;
✅ Entregas verificáveis, acompanhadas por relatórios e auditorias independentes;
✅ Reuniões estratégicas e participação ativa da sociedade e das instituições estaduais.

Fase 1 – Estruturação Inicial e Ações Preparatórias

Prazo: 0 a 6 meses

Objetivo:

Estabelecer as bases institucionais, tecnológicas e operacionais para o funcionamento do ecossistema no Ceará, preparando o território, os atores e os sistemas de governança para o início efetivo das atividades do mercado.

Entregas principais:

  • Criação formal do Conselho Estadual do Mercado Carbono 21, integrando governo, sociedade civil, academia, setor produtivo e comunidades tradicionais.

  • Formação do Setor Estadual de Compliance e Integridade Climática, assegurando governança ESG e rastreabilidade desde o início.

  • Estruturação da Secretaria de Inteligência Climática e Carbono+, responsável pelos protocolos técnicos, inovação e certificação.

  • Instalação da sede operacional da Carbono 21 no Ceará, como hub nacional do projeto.

  • Constituição da Unidade de Coordenação Estadual (UCE) para articular municípios e regiões.

  • Início do mapeamento de áreas prioritárias e cadastro inicial de propriedades rurais e comunidades envolvidas.

  • Lançamento da Plataforma Digital Estadual Carbono 21, portal de governança, dados e transparência.

  • Abertura das campanhas de engajamento e escuta social junto à população cearense.

Duração estimada: 6 meses
Entregas-chave: Conselho instituído, sede implantada, plataforma no ar, áreas prioritárias mapeadas e sociedade engajada

Fase 2 – Ativação do Mercado e Geração dos Primeiros Ativos

Prazo: 7 a 15 meses

Objetivo:

Iniciar a operação prática do mercado, com emissão dos primeiros ativos, projetos em campo, capacitação massiva e negociação inicial com investidores.

Ações e entregas:

  • Conclusão do diagnóstico técnico-ambiental e sociocultural detalhado das propriedades e territórios cadastrados.

  • Implantação dos primeiros projetos-piloto de preservação e regeneração ambiental.

  • Emissão dos primeiros ativos ambientais digitais (Moeda Carbono).

  • Capacitação intensa de técnicos estaduais, produtores, comunidades e agentes públicos.

  • Realização da primeira rodada de negociação com investidores e compradores institucionais.

  • Estruturação e operação do Núcleo de Validação e Certificação Ambiental Carbono+, com início da validação técnica dos projetos e emissão dos primeiros selos digitais.

Duração estimada: 9 meses
Entregas-chave: Primeiros ativos certificados, investidores engajados, projetos-piloto operando no território.

Fase 3 – Consolidação, Escalabilidade e Inovação

Prazo: 16 a 24 meses

Objetivo:

Consolidar o mercado já em operação, ampliar a base de participantes, integrar novas tecnologias e desenvolver instrumentos financeiros inovadores para escalar o modelo.

Entregas estratégicas:

  • Ampliação da base de propriedades, projetos e comunidades credenciadas ao mercado.

  • Criação da Câmara Técnica Estadual de Regulação e Inovação, para evoluir normas, mecanismos financeiros e estratégias de expansão.

  • Interligação do Ceará aos sistemas estaduais, federais e internacionais de créditos ambientais e biodiversidade.

  • Desenvolvimento de instrumentos financeiros verdes (ex.: Títulos Verdes, Contratos Futuro, Índices ESG regionais).

  • Lançamento do programa “Ceará 2030”, com metas e incentivos específicos para impulsionar a bioeconomia estadual.

  • Auditorias independentes e relatórios periódicos de impacto social, ambiental e econômico, garantindo credibilidade nacional e internacional.

Duração estimada: 9 meses
Entregas-chave: Ecossistema consolidado, Ceará integrado a redes globais, novos produtos financeiros prontos para mercado.

Gestão Estratégica e Transparente

A Carbono 21 implementará no Ceará um modelo de gestão por resultados, fundamentado em:

  • Indicadores de desempenho claros e mensuráveis, cobrindo aspectos ambientais, sociais, econômicos e institucionais.

  • Metas temporais rigorosas para cada fase.

  • Entregas auditáveis e com impacto real para a população e o território.

Ferramentas utilizadas:

  • Painéis digitais interativos, com monitoramento em tempo real dos indicadores ambientais, sociais e econômicos, disponíveis ao público e stakeholders.

  • Relatórios trimestrais detalhados, entregues ao Governo do Estado, ao Conselho Estadual Carbono 21 e à sociedade.

  • Auditorias externas e avaliações independentes por instituições qualificadas, reforçando a governança ESG.

  • Canais permanentes de escuta ativa e participação social, fortalecendo a democracia climática e a inteligência coletiva.


Ceará como Protagonista da Nova Economia da Biodiversidade

Ao seguir esse cronograma estruturado, o Ceará terá a oportunidade histórica de:

✅ Tornar-se a primeira sede estadual do ecossistema Carbono 21 no Brasil;
✅ Atrair capital verde e grandes fundos internacionais de biodiversidade;
✅ Posicionar-se como referência em inovação climática e bioeconomia regenerativa;
✅ Fortalecer sua economia local, gerar novos empregos verdes e valorizar seus territórios naturais e culturais.

Tópico 7

7. Instrumentos Jurídicos e Fundamentação Legal

Formalização:

Como o projeto será formalizado juridicamente

A parceria entre o Governo do Estado do Ceará (e municípios aderentes) e a Carbono 21 será formalizada com total respeito à legalidade, transparência, eficiência e ao interesse público, assegurando segurança jurídica e compatibilidade com o ordenamento jurídico brasileiro.

A contratação observará a Lei Federal nº 14.133/2021 — a Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos, que moderniza as práticas e garante maior eficiência, controle e governança nas contratações públicas.

7.1 Viabilidade Jurídica da Contratação Direta

Fundamentação da inexigibilidade de licitação

A singularidade do projeto e a exclusividade metodológica e tecnológica da Carbono 21 tornam plenamente viável a contratação direta via inexigibilidade de licitação, conforme disposto no Art. 74, inciso III da Lei nº 14.133/2021, que estabelece:

“É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial nos casos de contratação de […] empresa de notória especialização, assim reconhecida pela singularidade do serviço e pela capacidade técnica do contratado.”

✅ A Carbono 21 enquadra-se perfeitamente nesta hipótese, pois:

  • Desenvolveu metodologia própria e inédita no mundo (Carbono+), validada cientificamente.

  • Opera plataforma digital exclusiva, baseada em blockchain proprietário, para rastreamento, validação e comercialização de ativos ambientais.

  • Possui um ecossistema regulatório alinhado às legislações ambientais, climáticas e de inovação brasileiras e internacionais.

  • Oferece solução única no mercado nacional e global, não havendo concorrência equivalente que viabilize disputa licitatória.

Essa singularidade legitima a adoção do processo de inexigibilidade, nos termos da legislação.

7.2 Exclusividade Técnica, Metodológica e Tecnológica

A Carbono 21 detém uma arquitetura técnica exclusiva, composta por:

  • Plataforma blockchain própria, para rastreamento, certificação e comercialização de ativos ambientais, assegurando transparência e rastreabilidade ponta a ponta.

  • Metodologia exclusiva Carbono+, que mensura serviços ecossistêmicos com base científica e gera créditos de biodiversidade de alta qualidade.

  • Sistema de tokenização ambiental, auditado por entidades externas, garantindo conformidade técnica e integridade do mercado.

  • Moeda digital Carbono, lastreada em biodiversidade preservada, operando como instrumento de transação no mercado verde.

  • Protocolos técnicos de certificação e mecanismos robustos de compliance e governança climática.

  • Programas integrados de capacitação, educação ambiental e mobilização social, que consolidam a transformação cultural do território.

Não existe solução similar no mercado brasileiro ou latino-americano, o que reforça a legitimidade da contratação direta.

7.3 Conformidade com os Princípios Constitucionais e Legais

A parceria respeitará todos os princípios constitucionais e legais previstos no Art. 5º da Lei nº 14.133/2021, tais como:

Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência;
Transparência ativa, com publicações regulares em portais oficiais do governo e da Carbono 21;
Prestação de contas e controle interno e externo rigoroso, assegurando auditorias periódicas e participação social;
✅ Governança participativa via Conselho Estadual do Mercado Carbono 21, garantindo escuta cidadã e decisões colegiadas.

A formalização será realizada por meio de instrumento jurídico específico — contrato administrativo ou convênio técnico, em total conformidade com o regime jurídico das contratações públicas.

7.4 Marcos Legais Complementares

O projeto está totalmente alinhado com o ordenamento jurídico brasileiro e compromissos internacionais, incluindo:

  • Política Nacional de Mudança do Clima (Lei nº 12.187/2009), que estabelece diretrizes para mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

  • Nova Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 14.133/2021), que regula as contratações públicas e os instrumentos de parceria.

  • Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador (Lei Complementar nº 182/2021), que fomenta inovação tecnológica e novos modelos de negócio.

  • Decreto Federal nº 11.075/2022, que regulamenta o mercado de carbono e define critérios para ativos ambientais no Brasil.

  • Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU – Agenda 2030, com ênfase no ODS 13 (Ação contra a mudança global do clima) e ODS 15 (Vida terrestre).

Conclusão

A parceria entre o Estado do Ceará (e seus municípios) e a Carbono 21 será:

Totalmente legítima, segura e auditável, amparada por fundamentação legal robusta;
✅ Estruturada sob o mais alto padrão de governança pública e compliance ESG;
✅ Garantirá inovação, rastreabilidade e transparência integral em cada fase do projeto.

Dessa forma, o Ceará se consolida como território pioneiro do primeiro mercado público de preservação e recuperação da biodiversidade do século XXI, com todas as garantias legais para atrair investimentos e proteger o interesse coletivo.

Tópico 8

8. Investimento Público Estadual

Visão Geral:

A implantação do Mercado de Preservação e Recuperação da Biodiversidade — Carbono 21 no Estado do Ceará requer, nesta fase inicial, um aporte estratégico do Governo Estadual.

Mais do que uma despesa orçamentária, trata-se de um investimento público transformador, que permitirá ao Ceará:

✅ Tornar-se pioneiro na estruturação do primeiro mercado público de biodiversidade lastreado em ativos tokenizados do Brasil e da América Latina;

✅ Liderar a agenda da bioeconomia regenerativa, atraindo capital privado, fundos internacionais e impulsionando a geração de emprego verde;

✅ Valorizar seu território, consolidando-se como um dos principais polos mundiais da nova economia ecológica.

8.1 Valor Proposto e Finalidade da Aplicação

Valor estimado do investimento

R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais)

Esse investimento será aplicado em 5 Eixos Estratégicos, fundamentais para consolidar o mercado e garantir o retorno econômico, social, ambiental e institucional do projeto.


 

Aplicação dos recursos:

1. Governança e Estruturação Institucional

  • Constituição do Conselho Estadual do Mercado Carbono 21;

  • Formação dos Núcleos Regionais Carbono+ para descentralizar a gestão e aproximar o projeto dos territórios;

  • Criação do Setor Estadual de Compliance e Integridade Climática, assegurando auditoria permanente, transparência e aderência às normas ESG;

  • Implantação da Secretaria de Inteligência Climática e Metodologia Carbono+, com equipe multidisciplinar.

2. Infraestrutura Física, Tecnológica e Operacional

  • Instalação da Casa Estadual do Carbono, espaço-símbolo da governança climática, integrando auditório, salas de inovação, coworking para startups verdes, estúdio multimídia, biblioteca temática e museu ambiental interativo;

  • Implantação de centros regionais de apoio técnico para produtores e proprietários de terras;

  • Aquisição de infraestrutura digital (servidores dedicados, redes seguras, conectividade robusta) e licenciamento da Plataforma Digital Estadual Carbono 21, com tecnologia blockchain própria, que permitirá:

    • Cadastramento e rastreamento de áreas preservadas, projetos ambientais e corredores ecológicos;

    • Emissão, validação e negociação de ativos ambientais digitais (Moeda Carbono);

    • Acesso público a dashboards de indicadores, relatórios e dados georreferenciados.

3. Planejamento Técnico e Inteligência Territorial

  • Diagnóstico socioambiental detalhado em polos prioritários (biomas Caatinga, Mata Atlântica costeira, manguezais e zonas urbanas críticas);

  • Criação do Cadastro Ambiental Estadual Carbono 21, com integração às bases federais e municipais;

  • Elaboração do Plano Estadual de Ação para a Biodiversidade, alinhado aos ODS, ao Acordo de Paris e às diretrizes do PNUMA.

4. Educação Ambiental, Mobilização Social e Formação de Capital Humano

  • Capacitação de técnicos, agentes públicos, produtores e lideranças comunitárias em ESG, tokenização, economia verde e metodologias Carbono+;

  • Ampliação do programa 3Cs — Consciência Coletiva de Carbono, com ações permanentes em escolas, comunidades e canais digitais;

  • Formação de uma Rede Estadual de Parcerias, com universidades, centros de pesquisa, ONGs, setor produtivo e associações locais.

5. Monitoramento, Transparência e Escalabilidade

  • Implantação de sistema estadual de monitoramento contínuo, com dados abertos para a sociedade;

  • Auditorias externas periódicas por instituições independentes;

  • Publicação de relatórios técnicos e dashboards em tempo real, garantindo rastreabilidade e confiabilidade para investidores, organismos multilaterais e sociedade civil.

8.2 Justificativa Técnica e Econômica do Investimento

O valor proposto foi estimado considerando a complexidade da estruturação estadual, que inclui:

✅ Tecnologia proprietária blockchain e metodologia científica exclusiva para mensuração de biodiversidade;

✅ Monitoramento via satélite, inteligência territorial avançada e certificação independente dos ativos;

✅ Formação de equipes multidisciplinares em ESG, governança climática, finanças verdes e regulação ambiental;

✅ Integração com legislações estaduais, federais e padrões internacionais (ISO 14064, GHG Protocol, ICMA);

✅ Implantação de mecanismos robustos de tokenização e rastreabilidade, fundamentais para garantir credibilidade internacional.

Resultado esperado:

O Ceará será reconhecido nacional e internacionalmente como:

  • Pioneiro na nova economia da biodiversidade, atraindo investidores e fundos climáticos;

  • Referência latino-americana em mercado de créditos de preservação e biodiversidade;

  • Estado indutor de emprego verde, inovação climática e desenvolvimento regenerativo.

8.3 Modelo de Repasse e Condicionalidades

O repasse dos recursos poderá ser realizado em parcelas escalonadas, vinculadas a marcos de entrega claros e auditorias independentes, assegurando:
  • Rastreabilidade total dos recursos públicos investidos;
  • Segurança jurídica e institucional, reforçando o controle social e a transparência;
  • Previsibilidade orçamentária, com cronograma alinhado ao ciclo de 24 meses.

 

Proposta de cronograma financeiro orientado por resultados

ParcelaValor EstimadoDestinação principalPrazo aproximado
1ª ParcelaR$ 12,5 milhões (25%)Estruturação institucional, instalação da Casa do Carbono, Conselho e Núcleos Regionais, início da plataforma digitalAté 6 meses
2ª ParcelaR$ 12,5 milhões (25%)Diagnóstico ambiental e sociocultural, cadastro de propriedades, capacitações iniciais, lançamento do Plano Estadual de Ação7 a 12 meses
3ª ParcelaR$ 12,5 milhões (25%)Implantação de projetos-piloto, emissão dos primeiros ativos digitais, estruturação do compliance ESG e primeiras auditorias13 a 18 meses
4ª ParcelaR$ 12,5 milhões (25%)Consolidação do mercado, interligação nacional e internacional, instrumentos financeiros verdes e auditorias finais19 a 24 meses

Modelo flexível: permite que o Estado atraia recursos complementares de organismos multilaterais, bancos verdes (BID, BNDES, Fundo Amazônia, Green Climate Fund), otimizando o orçamento público e ampliando o impacto do projeto.

Tópico 9

9. Participação Financeira nos Resultados

Novos Recursos:

9.1 Retorno direto para o Estado

A proposta da Carbono 21 para o Ceará estabelece uma Parceria Público-Privada (PPP) com um mecanismo inovador de repartição de receitas públicas, chamado Revenue Share Público.

O que isso significa?
Por sediar e investir na implantação do primeiro Mercado Estadual de Preservação e Recuperação da Biodiversidade do Brasil — e por viabilizar a estruturação inicial do ecossistema — o Governo do Estado do Ceará terá direito a 7% da receita líquida gerada pelas operações da Carbono 21 em território cearense.

Essas receitas incluirão:

  • Contratos de conservação e restauração ambiental;

  • Tokenização de ativos naturais (florestas, APPs, reservas legais);

  • Comercialização de créditos ambientais digitais, lastreados na biodiversidade preservada e regenerada.

Trata-se de um modelo de receita recorrente, diretamente proporcional ao crescimento do mercado, e com alto potencial de expansão à medida que mais proprietários, municípios e investidores aderirem.

9.2 Fundamentação Jurídica

Este mecanismo está amparado por dispositivos federais e estaduais que autorizam repartição de ganhos econômicos em projetos de parceria entre setor público e privado, tais como:

  • Lei das Concessões (Lei nº 8.987/1995);

  • Lei das PPPs (Lei nº 11.079/2004);

  • Marco Legal das Startups e Inovação (Lei Complementar nº 182/2021);

  • Além de dispositivos previstos na Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021), que facultam a adoção de modelos inovadores e contratos administrativos alinhados a metas de desempenho.

O Ceará poderá ainda regulamentar esse arranjo por lei estadual ou decreto, reforçando a segurança jurídica do acordo e adaptando-o à realidade fiscal e orçamentária local.

9.3 Estimativa de Retorno no 1º Ano

As projeções indicam que, já no primeiro ano completo de operação, o Mercado Carbono 21 poderá movimentar cerca de R$ 200 milhões em negócios verdes no Ceará.

Com a participação pactuada de 7% sobre a receita líquida, o Governo do Estado poderá arrecadar aproximadamente R$ 14 milhões apenas nos primeiros 12 meses, garantindo:

  • Receita pública adicional, independente de impostos tradicionais;

  • Potencial de crescimento exponencial ano a ano;

  • Mais capacidade para investir em saúde, educação, infraestrutura verde e programas sociais.

9.4 Segurança e Transparência

O arranjo jurídico-financeiro será formalizado por instrumento contratual específico, contendo:

  • Regras claras para apuração, cálculo e repasse das receitas;

  • Indicadores objetivos, auditáveis por entidades independentes;

  • Painéis públicos de transparência, relatórios periódicos e mecanismos de fiscalização participativa, garantindo governança exemplar;

  • Rastreabilidade via blockchain, permitindo ao Estado e aos órgãos de controle acompanhar cada operação do mercado em tempo real.

9.5 Resultado Final

Este modelo pioneiro representa:

✅ Uma nova geração de política pública baseada em resultados, onde o investimento inicial retorna multiplicado ao erário,
✅ Reforça a saúde fiscal do Estado,
✅ Potencializa a imagem do Ceará como líder nacional e internacional em bioeconomia regenerativa,
✅ E consolida o compromisso com a agenda climática, social e territorial.

 
Tópico 10

10. Encerramento

Oportunidade:

Uma oportunidade histórica para o Ceará

A implantação do Mercado de Preservação e Recuperação da Biodiversidade – Carbono 21 coloca o Estado do Ceará e seus municípios na vanguarda mundial de um novo modelo econômico: sustentável, regenerativo, tecnológico e inclusivo.

Este projeto transcende a tradicional agenda ambiental. Ele inaugura um sistema inovador que transforma biodiversidade preservada em ativos econômicos digitais, criando um mercado dinâmico, transparente e capaz de atrair investimentos verdes nacionais e internacionais.

Com o apoio estratégico do Governo do Estado e das administrações municipais, o Ceará terá a oportunidade de:

✅ Liderar a transição para uma economia de baixo carbono e alto valor agregado;

✅ Gerar novas receitas recorrentes para o erário, estimulando o desenvolvimento local;

✅ Criar empregos verdes, fortalecer a bioeconomia e capacitar comunidades;

✅ Posicionar-se como referência global em políticas climáticas, integrando-se a rankings e fóruns internacionais.

Estamos construindo hoje as bases do mercado do século XXI, que vai alavancar não apenas a sustentabilidade ambiental, mas também a prosperidade social e econômica do Ceará.

Um convite à transformação conjunta

Convidamos o Governo do Estado do Ceará, os municípios, a sociedade civil e o setor produtivo a fazerem parte desta jornada inédita.

Juntos, podemos assegurar que o Ceará seja um farol para o Brasil e o mundo, demonstrando que desenvolvimento e preservação caminham lado a lado, e que é possível criar um futuro melhor, mais verde e mais justo para todos.